
Participar do projeto Geração Futura - Universidades Parceiras, da TV Futura, edição 2008, foi uma experiência ímpar. Primeiramente por se tratar de um canal de televisão educativa, extremamente conceituado, que busca parcerias para alcançar uma transformação social. Em segundo lugar, pela diversidade cultural - sempre ressaltada na programação da emissora -, marcada pelos universitários de várias regiões do país. Mas o mais importante dessas duas semanas no Rio não foi saber a especificidade técnica das câmeras ou conhecer os mais recentes softwares de edição usados pelo canal. Na minha opinião, o fundamental foi aprender como o Futura pensa a educação e tem um olhar diferenciado acerca das questões sociais. A valorização do simples e a humanização da comunicação foram os pontos que mais me chamaram a atenção, num momento em que eu andava meio desanimado com o jornalismo convencional dos canais de TV aberta. Viver um pouco dessa filosofia humanista foi, com certeza, gratificante, pois, com isto, percebi como podemos ser parceiros do canal, sem sermos os atores da história, mas os colaboradores. Para o papel de protagonistas, cabem as pessoas "simples". Simples, porém personagens fundamentais, que, ao aparecerem na TV, normalmente falando de experiências pessoais, podem, de fato, contribuir para uma mudança na realidade social. Com relação aos meus novos amigos, não me canso de falar. Conhecer pessoas maravilhosas, de regiões tão diferentes do país e trocar experiências com elas foi fascinante. Diga-se de passagem a equipe do Futura, que com tanta simpatia e profissionalismo nos fez acreditar que a comunicação - especificamente o jornalismo - pode ser ética o bastante para resgatar a dignidade humana. Quanto às oficinas propriamente ditas – jornalismo, fotografia, roteiro, direção e edição - também não há o que reclamar. Foram bastante proveitosas. A que eu mais gostei foi a de jornalismo, com a apresentadora do Jornal Futura, Lísia Palombini. Outro destaque merecido, fica para o apresentador do Passagem Para..., Luís Nachbin, que com muito carisma e propriedade trouxe-nos histórias curiosas e bastante reveladoras.Como mencionei anteriormente, a troca de experiências foi o grande “x” da questão, que me abriu o horizonte. No que diz respeito à gravação externa da qual participei, tive a incumbência de produzir o material para o making off (vídeos e fotos), que também foi engrandecedor. Enfim, sem me estender mais, posso dizer que o tempo que fiquei no Rio, no ambiente do Futura, valeu a pena, e o único lamento é não ter podido ficar mais. Assim sendo, resta a saudade. Dos lugares e amigos, e de um tempo em que vivemos, de certa forma, uma outra realidade.