domingo, 9 de março de 2008

O sobrado de Belchior

Sobrado do Pe. Belchior, tombado pelo IPHAN. Construção no final do século XVIII.
Rua Pe. Belchior, 85 - Pitangui (MG)



Aos interessados...

E então D.Pedro I disse: "E agora Pe. Belchior?"
"Se vossa não se faz rei do Brasil, será prisioneiro das cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho, senão a independência e a separação", repondeu o sacerdote.

Pe. Belchior era amigo do Imperador D. Pedro I. Nasceu em Diamantina (1778) e faleceu em 12 de junho de 1856, em Pitangui, onde exercia o sacerdócio.

Por encomenda de Dani Kopsch


Entre as montanhas de Minas, repousa a Sétima Vila do Ouro - Pitangui. Um dia eu volto pra lá. Quando eu voltar, quero ter uma casinha nó pé da serra. De lá, quero enxergar bem longe algumas pessoas que nunca deram a mínima pr'aquela cidade. Sintam-se incluídos alguns políticos oportunistas e algumas pessoas que se dizem "pitanguienses de coração".

* Pitangui-MG: 293 anos.
Aniversário da cidade: 9/6.

O Bom Mineiro (música)

O bom mineiro pegou o trem
E para o Rio de Janeiro viajou
Para a cidade maravilhosa
Das alterosas quase nem lembrou

Pegou o ônibus 384
E da janela via o Cristo Redentor
Ao ver o mar em Copacabana
Achou tão bacana
Que assim falou:Uai, sô!

Uai, mas que lagoa grande!
Uai, mas que areia quente!
Uai, mas como aqui tem gente sem roupa!
Quanta mulher me dando sopa!

Um queijo e uma rapadura
Ele levava embrulhados no embornal
E quando a fome apertava dava um jeito
Ele comia satisfeito
Olhando pro mar

Uma pinga pra molhar o bico
E uma calça tipo cai-não-cai
E o mineiro já estava assustado
Todo mundo a seu lado
Querendo ouvir “uai”Uai, sô!

Uai, mas que lagoa grande!
Uai, mas que areia quente!
Uai, mas como aqui tem gente sem roupa!
Quanta mulher me dando sopa!

Esta história de Belo Horizonte
Da época dos bondes e dos tempos idos
Na Praça Sete ainda tinha (ainda tem) o pirulito

Cachorro era amarrado com lingüiça
Assim contava o meu avô para o meu pai
Eu acho isso uma curtição
Eu sou mineiro
Eu sou dos “bão”
E gosto de falar “uai”Uai, sô!
...
(Autor desconhecido)


A saudade dos amigos que fiz no Rio lateja!
Sobretudo, das meninas que partilharam comigo táxi, hotel, conhecimento, alegrias e nóias...mtas nóias!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Geração Futura

Participar do projeto Geração Futura - Universidades Parceiras, da TV Futura, edição 2008, foi uma experiência ímpar. Primeiramente por se tratar de um canal de televisão educativa, extremamente conceituado, que busca parcerias para alcançar uma transformação social. Em segundo lugar, pela diversidade cultural - sempre ressaltada na programação da emissora -, marcada pelos universitários de várias regiões do país. Mas o mais importante dessas duas semanas no Rio não foi saber a especificidade técnica das câmeras ou conhecer os mais recentes softwares de edição usados pelo canal. Na minha opinião, o fundamental foi aprender como o Futura pensa a educação e tem um olhar diferenciado acerca das questões sociais. A valorização do simples e a humanização da comunicação foram os pontos que mais me chamaram a atenção, num momento em que eu andava meio desanimado com o jornalismo convencional dos canais de TV aberta. Viver um pouco dessa filosofia humanista foi, com certeza, gratificante, pois, com isto, percebi como podemos ser parceiros do canal, sem sermos os atores da história, mas os colaboradores. Para o papel de protagonistas, cabem as pessoas "simples". Simples, porém personagens fundamentais, que, ao aparecerem na TV, normalmente falando de experiências pessoais, podem, de fato, contribuir para uma mudança na realidade social. Com relação aos meus novos amigos, não me canso de falar. Conhecer pessoas maravilhosas, de regiões tão diferentes do país e trocar experiências com elas foi fascinante. Diga-se de passagem a equipe do Futura, que com tanta simpatia e profissionalismo nos fez acreditar que a comunicação - especificamente o jornalismo - pode ser ética o bastante para resgatar a dignidade humana. Quanto às oficinas propriamente ditas – jornalismo, fotografia, roteiro, direção e edição - também não há o que reclamar. Foram bastante proveitosas. A que eu mais gostei foi a de jornalismo, com a apresentadora do Jornal Futura, Lísia Palombini. Outro destaque merecido, fica para o apresentador do Passagem Para..., Luís Nachbin, que com muito carisma e propriedade trouxe-nos histórias curiosas e bastante reveladoras.Como mencionei anteriormente, a troca de experiências foi o grande “x” da questão, que me abriu o horizonte. No que diz respeito à gravação externa da qual participei, tive a incumbência de produzir o material para o making off (vídeos e fotos), que também foi engrandecedor. Enfim, sem me estender mais, posso dizer que o tempo que fiquei no Rio, no ambiente do Futura, valeu a pena, e o único lamento é não ter podido ficar mais. Assim sendo, resta a saudade. Dos lugares e amigos, e de um tempo em que vivemos, de certa forma, uma outra realidade.

terça-feira, 4 de março de 2008

Por que falar de televisão?

"O modelo de TV que vingou no Brasil soube unificar o país no plano do imaginário. Uma verdadeira democracia por cima de um alicerce (o plano do real) marcado por desencontros, rupturas e abismos sociais. A TV é menos uma orientação fechada e mais um ambiente . É menos um veículo para ideários e mais uma ideologia em si mesma. É uma assembléia permanente do Brasil". (Eugênio Bucci)

Nós, comunicólogos, precisamos conhecer os vários lados desta "caixa mágica", para entendermos o processo de fazer televisão no Brasil. Para tanto, não basta só gostarmos de TV. Mais importante que isto, é preciso estarmos sempre munidos de espírito crítico ao assisti-la.